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Um dos maiores inimigos das MPEs é a má burocracia, diz ministro

Em evento da IstoÉ, em São Paulo, o ministro Guilherme Afif destacou que 65% dos brasileiros sonham em ter uma empresa

publicado: 31/10/2014 20h47 última modificação: 31/10/2014 20h47

São Paulo, 31/10/14 – “Um dos grandes inimigos da atividade empreendedora é a má burocracia e ela precisa ser eliminada”, afirmou o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Guilherme Afif Domingos, em seu discurso na cerimônia de premiação de “As Melhores do Middle Market 2014”, realizada hoje, (31), no Hotel InterContinental, em São Paulo.

Em seu discurso, o ministro destacou que deve-se investir no combate da má burocracia para que se possa garantir um melhor ambiente de negócios para os empresários brasileiros. Hoje, cerca de 64% da população brasileira sonha em trabalhar por conta própria. Temos um grande potêncial empresarial neste País. Um dos maiores índices do mundo. Isso mostra que o povo quer melhorar de vida e aumentar o poder de consumo, e isso é muito importante para uns pais jovem como o nosso. São vários fatores que atrapalham os empreendedores: a má burocracia, acarga tributária, as obrigações acessórias em um cenário tributário caótico. Isso tudo precisa ser superado. E os 81 pontos da Lei 147/14 representam um grande passo para melhorar esse cenário”, disse.

Afif ressaltou benefícios conquistados como a universalização do Simples, que vai possibilitar, a partir de janeiro de 2015, a entrada de 142 categorias no modelo tributário e os avanços do programa de Micro Empreendedor Individual (MEI), que hoje conta com 4,5 milhões de pessoas formalizadas. “Olhávamos apenas para o andar de cima e o atual Governo decidiu cuidar do debaixo”, disse.

Alem disso, o ministro Guilherme Afif anunciou que em novembro a SMPE lança no Distrito Federal o sistema de abertura de empresas em no prazo máximo de cinco dias. “É uma pequena vitória que vai nos dar musculatura para avançar. Primeiro, será o DF, depois, vamos levar o sistema para outros estados”, completou.

Segundo o ministro, com a não-exigência da certidão negativa já é possível fechar empresas na hora, no Distrito Federal, e que em breve também será possível em todo o Brasil.

Além disso, o ministro disse que é preciso olhar também para os médios empresários. “Os médios não possuem a escala dos grandes e nem o apoio dado aos pequenos”, ressaltou.

Por Thaís Victer