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Ministro em exercício participa da abertura da XV Fenearte em Recife

Na cerimônia de abertura, o ministro em exercício da SMPE, Nelson Hervey, disse que espera o crescimento do artesanato brasileiro

Com investimento aproximado de R$ 5 milhões, e expectativa de movimentação financeira superior a R$ 40 milhões, a Fenearte espera atrair um público de mais de 320 mil pessoas durante os seus 11 dias de realização.
publicado: 03/07/2014 11h41 última modificação: 03/07/2014 16h18

Olinda 02/07/2014 - O Brasil é um país de diversidade rica e culturas diferentes e até o dia 12 de julho é possível conhecer o trabalho feito por artesãos dos 26 estados brasileiros e de outras 40 nacionalidades na XV Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que está sendo realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. A edição deste ano, que traz como o tema “A Arte da Alegria”, foi aberta na tarde desta quarta (02) com uma cerimônia e logo depois a área de 29 mil metros quadrados, onde cinco mil artesãos vão expor seus trabalhos, começou a receber o público local e de outras cidades.

Na cerimônia de abertura, o ministro em exercício da Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), Nelson Hervey, disse que a feira é uma oportunidade de crescimento para o artesanato brasileiro. “Nós esperamos que o artesão possa crescer, transmitir o seu conhecimento para novos artesãos, gerar renda para sua família e que ele alcance esse potencial mercado, não somente o brasileiro, mas o mundial que ainda temos para conquistar com o nosso artesanato. Essa é a maior feira do Brasil e um exemplo desse trabalho”, afirma.

Já o governador de Pernambuco, João Lyra Neto, agradeceu a presença de todos os estados na Fenearte. “Quero agradecer aos que vieram, inclusive o pessoal da minha cidade que está com a exposição Alto do Moura na Copa, onde mais de 80 peças sobre a Copa do Mundo no Brasil estão expostas. Os artesãos que estão participando da feira hoje simbolizam essa arte e eu fico muito feliz em estar presente neste momento”, disse o governador.

O ministro em exercício destacou, também, que a SMPE tem ajudado os estados a divulgar tudo que é produzido pelos artesãos. “Nós compramos um caminhão para cada estado e temos apoiado tudo que é feito na área do artesanato. Esses caminhões vão ajudar na logística e transporte dos trabalhos feitos pelos artesãos, porque dessa forma eles conseguem levar seus produtos para outras feiras”, explica Nelson.

E foi por meio desse apoio que o artesão Ivan Teixeira Leal, participante do Programa de Artesanato Brasileiro (PAB) pelo estado do Pará, conseguiu expor seu trabalho na Fenearte e mudou de vida. “Eu não acredito em papai Noel, ele nunca levou um brinquedo para mim. Como toda criança, eu queria brincar. Então, usando o miriti como matéria-prima, eu fiz o meu primeiro brinquedo. Depois que eu cresci uni o útil ao agradável e continuei a brincar, mas ganhando dinheiro. O artesanato é tudo na minha vida, é o ar que eu respiro há mais de 35 anos”, conta o artesão do Pará que usa a folha da palmeira de Miriti para criar brinquedos.

Para Vaglene Barros, artesã de Brasília, o artesanato também é importante. “Trabalho com isso há 25 anos. Eu criei minhas filhas, formei, construí minha casa tudo por meio do artesanato. Cada peça pronta é uma emoção, e quando vendo uma é como se um pedacinho de mim estivesse indo embora. Cada peça é exclusiva e eu sempre peço para as pessoas cuidarem bem”, conta a brasiliense. O trabalho de Vaglene é feito com fibra de sisal, casca de cebola, folha de buganvília, folha de bambu, folha de hortência, casca de alho, tecido e madeiras de aproveitamento. O resultado são luminárias modernas e ecológicas. “Sobreviver hoje do que a gente gosta é muito difícil. Por isso, eu amo o meu trabalho”, afirma Vaglene. 

A vida de Maria Antonieta Martins da Silva, nascida no interior do Pará, mas criada no Amazonas, também passou por grandes mudanças com o artesanato. “Eu sou artesã desde pequena. Nasci na roça e comecei a trabalhar com palha e coco babaçu, fazendo abano. Aprendi muito com meu pai e depois no colégio que estudei. Tive outra profissão na área de pesquisa e quando me aposentei passei a me dedicar com afinco ao artesanato. Já são 12 anos trabalhando com a arte”, explica.

A artesã amazonense conta ainda que, por meio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), se especializou. “Participei de vários treinamentos de capacitação dentro da minha arte. Depois integrei uma cooperativa de artesanato sustentável e hoje estar aqui na Fenearte é uma realização. O artesanato é minha vida. Estava começando a sentir algumas dores e trabalhar funcionou como uma terapia”, ressalta Dona Maria Antonieta que trabalha com sementes, fibras e o tururi do Amazonas.

É possível encontrar nos 29 mil metros da Fenearte peças para todos os gostos. Entre as atrações estão o espaço “Mamulengos - Um povo em forma de bonecos”, a Alameda dos Mestres Janete Costa, o Espaço Sempre Verde Hidroponia com legumes e folhagens para as pessoas cultivarem em casa, uma área com atividades infantis, o Salão de Arte Popular Ana Holanda, Passarela Fenearte com teatro de bonecos, Rodada de Negócios do Sebrae, Galeria dos Reciclados, Espaço Indígena, além de oficinas gratuitas.

Além disso, uma área de quase 800 metros quadrados foi destinada pela SMPE, por meio do PAB, para que artesãos participantes de todos estados brasileiros pudessem participar da feira. Com estandes diversificados o público poderá conhecer a cultura local de cada cidade, desde anéis feitos de coco, toalhas de renda, luminárias, bancos ecológicos, até esculturas e doces típicos.

Com investimento aproximado de R$ 5 milhões, e expectativa de movimentação financeira superior a R$ 40 milhões, a Fenearte espera atrair um público de mais de 320 mil pessoas durante os seus 11 dias de realização.